terça-feira, 30 de agosto de 2016

Informação Sobre WhatsApp e Facebook Preocupa Usuários

Evitar o problema
é muito fácil.


Há alguns dias, usuários do WhatsApp e do Facebook estão recebendo, pelo WhatsApp, um aviso sobre novas mudanças no aplicativo para melhorar a segurança. O que precupa as pessoas que usam o WhatsApp e o Facebook é que há uma Informação, em vários  sites, de que as modificações permitirão que o WhatsApp colete dados dos usuários do Facebook para oferecer publicidade contextualizada (específica para o usuário) através da rede social. Eles temem que isto signifique risco à privacidade. 
Existem duas maneiras muito fáceis, já oferecidas pelos próprios WhatsApp e Facebook para resolver o problema. Siga o "passo-a-passo".

1 - No WhatsApp:
Aperte o botão direito da base do celular e clique em "Configurações". Em alguns aparelhos o botão "Configurações" já aparece na tela. Em seguida clique em "Conta". Depois, em "Privacidade". Role a página até o final e desabilite o recebimento de publicidade do Facebook.


2 - No Facebook:
Abra a página de configurações (no celular, clique no quadrado com três linhas no alto da tela). Clique em "Configurações da Conta". Depois, em "Privacidade". Surgirão várias perguntas. Em "Você deseja que mecanismos de busca do Facebook se vinculem ao seu perfil?", escolha "não".
Pronto. Depois disto, nenhum mecanismo fora do Facebook coletará informações sobre você.


Lembre-que toda rede social online modifica constantemente seus termos de uso e de privacidade. É importante que você os leia pelo menos de 15 em 15 dias para saber as novidades e como modificar as configurações para manter o que você aceita e evitar o que não aceita. O principal interessado em preservar sua privacidade tem que ser você mesmo, não a rede social, e esta geralmente lhe oferece as opções para isto. Basta procurá-las sempre. Se você não proceder desta forma, o entendimento será o de que o que ocorrer posteriormente será com a sua permissão.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A Intolerância e a Intolerância na Internet

Nas redes sociais online,
há pessoas que se dizem
contra a intolerância
mas a praticam.

"Intolerância", na Internet, não é apenas um comentário ou uma postagem racista. Não é apenas algo como o cyberbullying. É muito mais do que isto. Os dicionários nos ensinam que "intolerância" é "falta de condescendência em qualquer situação". A falta de condescendência é a incapacidade de aceitar opiniões diferentes. É não respeitar opiniões, atitudes, crenças, etc., das outras pessoas.
Nas redes sociais online, muita gente que se diz contra a Intolerância também a pratica. São contra postagens ou comentários racistas, mas criticam negativamente uma pessoa famosa por causa de uma cirurgia plástica no nariz, as roupas que ela usa, etc. Revelam-se incomodadas por algo que, se não nos faz bem, também não nos faz mal. É uma demonstração de intolerância o que está ocorrendo atualmente: postagens e comentários contra pessoas que estão aderindo a uma campanha contra o câncer trocando suas fotos de perfil coloridas por fotos em preto e branco. 
Outra comprovação de intolerância muito comum no Facebook quando alguém expõe uma opinião numa postagem. Alguém expõe um comentário à mesma postagem revelando uma opinião contrária. O autor da postagem não gosta do comentário e o exclui ou exclui o comentarista de sua lista de amigos. Se o comentário não continha palavrões,  termos chulos ou ofensas, não há razão para a exclusão. Portanto, a exclusão é um ato de intolerância. 
O autor da postagem precisa saber que, ao fazer uma postagem expressando uma opinião ou uma crítica, surge automaticamente, abaixo desta, o espaço para as pessoas comentarem. "Comentar" significa "dar opinião contrária ou favorável". Não aceitar um comentário ou excluí-lo só por ele ser contrário é desrespeitar o direito da pessoa comentar. O Facebook dá ao autor da postagem o direito de excluir comentários, mas cabe a ele a ética em manter comentários contrários e não ofensivos.

sábado, 27 de agosto de 2016

Campanha Contra o Câncer no Facebook: Desafio Aceito.

Uma simples troca de fotografia
se torna uma importante mensagem
para o mundo inteiro.


Em anos anteriores, quando se aproximavam o Dia das Crianças e o Natal, havia em várias redes sociais online uma campanha na qual os participantes trocavam suas fotos por figuras de personagens de histórias em quadrinhos e desenhos animados. O objetivo era combater a pedofilia. Eu vi a possibilidade de que os participantes podiam ser vítimas de golpes quando eu soube que as figuras eram oferecidas para que os participantes as escolhessem.
Desta vez, porém, a coisa é diferente: o usuário da rede social não precisa baixar figuras. Portanto, não corre o risco de, por exemplo, abrir um link para alguém ter acesso a seus dados pessoais. Para participar da campanha contra o câncer, ele apenas terá que substituir uma foto de si mesmo colorida por outra de si mesmo em preto e branco.
Algumas pessoas são contra. Acham que isto é uma bobagem e que quem quiser colaborar contra o câncer ou qualquer outra doença deve doar sangue ou medula óssea. No entanto, essas pessoas precisam lembrar alguns detalhes importantes:
- Não são aceitas doações de pessoas que em algum momento na vida sofreram algum tipo de cirurgia. 
- Em alguns casos, não são aceitas doações de pessoas com mais de 60 anos de idade.
- Nem todo mundo mora perto de locais de doações ou tem acesso fácil a eles.

Portanto, há muitas pessoas que gostariam de fazer essas doações, visitar portadores da doença, levar-lhes palavras confortantes, mas não podem, e cada qual sabe de suas razões. Neste caso, a simples troca de foto não é apenas uma simples troca de foto. Quando essas coisas acontecem na Internet, elas logo chegam a quase todos os países do mundo em curtíssimo espaço de tempo.
A Internet é uma rede mundial. Por isto, no Facebook, a rede  social mais usada no mundo, a simples troca de uma foto colorida por uma em preto e branco se transforma numa mensagem entendida em todos os idiomas, por pessoas que a recebem em qualquer lugar do mundo. É uma forma de aqueles que talvez não possam fazer o que gostariam fazer pelo menos o que podem e, com isto, incentivar ainda mais os que podem fazer muito mais. Além disto, é muito provável que muita gente que está trocando as fotos também seja doadora, faça visitas a doentes, etc. Muita gente que faz isto não nos conta - nem tem que nos contar - que o faz.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A Espiritualidade e a Religião

A espiritualidade e a religião
são formas diferentes
de se buscar uma relação
 com Deus ou deuses.
 
São relacionadas entre si
mas não são a mesma coisa.

A espiritualidade é uma característica do que tem ou revela intensa atividade religiosa, mas não é religião. Por ter como objetivo a vida espiritual, é frequentemente relacionada à religião, mas há muitas diferenças entre ambas. É uma forma de se buscar, individual ou coletivamente, significados para a vida através de conceitos que ultrapassem o tocável, o visível, o que é material. Seu objetivo é obter uma suposta conexão entre o natural e o sobrenatural.
"Religião" é uma palavra derivada do verbo "religare", do latim. Este verbo significa "religar", o que confere à religião uma forma de buscar uma religação entre a humanidade e Deus ou deuses, entre o natural e o sobrenatural. A diferença é que, na religião, essa tentativa de religação ocorre através de um conjunto de sistemas culturais que envolvem crenças e símbolos (objetos como crucifixos, imagens de santos, estátuas de deuses, etc.). Independentemente do uso ou não de símbolos, assume um sentido de entendermos a nós mesmos como seres relativos e, ao mesmo tempo, abertos para o absoluto. Isto significa que até mesmo alguém que consideramos um ateu pode ser um espiritualista. Há muitas situações em que o que se chama de "ateísmo" (ausência de crença em um deus) é, na verdade, uma outra forma de se interpretar Deus, os deuses ou o que é divino. É o que acontece quando o "absoluto" é definido como uma realidade fundamental que independe de outras realidades, não necessariamente negando-as.

Fontes:
  • "The Word's Religions", de vários autores - editora: Lion Handbooks - Londres, Inglaterra. 
  • Almanaque Superinteressante - edição especial da Revista Superinteressante Editora Abril - São Paulo, SP - Brasil.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Os Significados de "Kyrie eleison" e "Christe eleison"

Frequentemente,
cristãos -
principalmente católicos -
se deparam com palavras e expressões
que repetem sem saber
seus significados.


Quando alguém menciona palavras de um idioma antigo ainda hoje muito usadas nas tradições cristãs, a maioria das pessoas pensa no latim. Entretanto há também muitas influências gregas. A própria palavra "Bíblia" vem da palavra grega "Bibliae", que significa "Livros". Isto porque a Bíblia, originalmente, é um conjunto de livros antigos.
As igrejas cristãs se autodefinem como representantes de Deus na Terra e dizem que os pais e as mães devem ensinar aos filhos e às filhas tudo que aprenderam sobre os ensinamentos de Jesus. Entretanto, quem pode ensinar a filhos e filhas o que não entende? 
Há palavras em latim e em grego na Igreja Católica, por exemplo, proferidas durante certos procedimentos litúrgicos, que muitos católicos repetem sem conhecer seus significados. Por falar em "litúrgicos", quantos católicos podem realmente afirmar que sabem o que é "liturgia"?
"Liturgia" é uma palavra de origem grega que significa "serviço público". Nas igrejas cristãs, a palavra é uzada como referência a missas, cultos ecumênicos e atividades gerais, diárias ou não, com finalidades religiosas. 
Já que mencionei cultos ecumênicos,, é interessante saber que "ecumenismo" não é apenas a união de todas as igrejas cristãs. Esta também é outra palavra de origem grega cujo significado original é muito mais abrangente: a busca da união entre todos os povos da Terra, incluindo cristãos e não cristãos. "Ecumenismo" provém de "ecumênico", que significa "relacionado ao mundo habitado". 
A influência tão forte do grego antigo até mesmo na Bíblia nos permite entender melhor as presenças de expressões como Kyrie eleison e Christe eleison nos cânticos católicos. "Kyrie eleison" é uma referência ao Salmo 51, cuja autoria é atribuída ao rei Davi. O salmo é, ao mesmo tempo, uma confição do autor por ter se relacionado com Betsabá, esposa de Urias, e uma declaração de arrependimento por ter cometido adultério. Portanto, com base nisto, "Kyrie eleison" significa "Senhor, tenha piedade".
O salmo está no Velho Testamento, a parte da Bíblia relacionada a fatos ocorridos antes do nascimento de Jesus. 
"Christe", que em português se tornou "Cristo", significa "Ungido". Como sabemos, inúmeras palavras na Bíblia são metáforas, e esta é uma delas. O "ungido", neste caso, não é algo untado, mas uma pessoa a quem se atribui a condição de ter sido sagrada pelo próprio Deus para ser seu representante na Terra. Conclui-se, assim, que "Christe eleison" significa "Cristo, tenha piedade", não exatamente como um pedido de perdão a Jesus, mas como um pedido de perdão a Deus tendo Jesus como intercessor da humanidade em relação a Deus.

Fonte:
"The World's Religions" ("As Religiões do Mundo"), de vários autores - Lion Handbooks - Londres, Inglaterra.